OS NOSSOS VINHOS ARTESANAIS

➤ Antão Vaz

 

É umas das variedades mais valorizadas do Alentejo, até há pouco quase exclusiva da zona da Vidigueira. É uma casta consensual, rústica mas bem adaptada ao clima quente e soalheiro da grande planície, consistente e produtiva, amadurecendo de forma previsível e homogénea. Apresenta cachos volumosos e medianamente compactos, com bagos grandes e de película dura. Por regra, dá origem a vinhos estruturados, firmes e encorpados. Os vinhos estremes anunciam aromas exuberantes, com notas de fruta tropical madura, casca de tangerina e sugestões minerais, estruturados e densos no corpo. Quando vindimada cedo, proporciona vinhos vibrantes no aroma, temperados por uma acidez firme. Se deixada na vinha, pode atingir um grau alcoólico elevado, tornando-a numa boa candidata ao estágio em madeira. É, regularmente, associada com as castas Roupeiro e Arinto, que lhe acrescentam uma acidez refrescante. 

  

   

 

 

➤ Arinto

 

É uma casta versátil, presente na maioria das regiões vitícolas portuguesas. Proporciona vinhos vibrantes e de acidez viva, refrescantes e com forte pendência mineral, e elevado potencial de guarda. A acidez firme será o principal cartão-de-visita da casta Arinto, garantindo-lhe a adjectivação de casta "melhorante" em muitas regiões portuguesas. Se em Bucelas a casta atinge o zénite, é no Alentejo e Ribatejo que a sua assistência é mais frutuosa, pelo aporte de acidez tão indispensável e difícil de obter. Apresenta cachos de tamanho médio, compactos e com bagos pequenos. É uma casta relativamente discreta, sem aspirações particulares de exuberância, privilegiando os apontamentos de maçã verde, lima e limão. É frequentemente utilizada na produção de vinhos de lote e também de vinho espumante.

  

 

 

 

➤ Verdelho

 

É uma das variedades elementares da Madeira, responsável pelo sucesso dos vinhos generosos do mesmo nome, apesar de, curiosamente, só no início do século passado ter sido elevada à condição de casta nobre. Floresce na costa norte da ilha, a altitudes elevadas, oferecendo uvas com acidez notável e açúcar razoável, utilizadas tal-qualmente para os vinhos secos e generosos. É nas ilhas, na Madeira e Açores, que a casta efectivamente prospera, a par da Austrália onde ganhou forte reputação internacional. O Verdelho proporciona vinhos aromáticos e equilibrados, apresentando-se, nos vinhos generosos da Madeira, sob o estatuto de vinho meio seco. A casta apresenta cachos pequenos e compactos compostos por bagos miúdos de cor verde amarelada. 

 

  

 

 

➤ Viosinho

 

De génese transmontana, a casta Viosinho sobrevive dispersa pelas vinhas velhas brancas misturadas do Douro. É uma variedade de valorização recente, igualmente apropriada para o vinho do Porto e vinhos tranquilos. Infelizmente, é também uma variedade pouco produtiva, com rendimentos muito baixos, o que ajuda a explicar a popularidade reduzida. Apesar de pouco aromática, oferece um excelente equilíbrio entre açúcar e acidez, proporcionando vinhos estruturados, encorpados e ricos em álcool. Apresenta cachos e bagos pequenos, de maturação precoce, muito sensíveis ao oídio e à podridão, preferindo os climas quentes e soalheiros. Dá origem a vinhos estruturados e potentes, a que, no entanto, falta habitualmente vigor e frescura. Por isso é regularmente lotada com outras castas, capazes de acrescentar a acidez e riqueza aromática que por vezes lhe parecem faltar.

 

 

 

 

➤ Roupeiro

 

A casta Síria evidencia uma distribuição geográfica peculiar, permanecendo no interior do país, alongando-se numa faixa estreita que corre de Norte a Sul. As sinonímias regionais abundam, mas é sob o designativo regional alentejano, Roupeiro, que a casta é melhor reconhecida, apresentando-se como a casta branca mais plantada no Alentejo. É uma casta produtiva, de cachos e bagos pequenos, entusiasmante nos aromas primários, oferecendo muita laranja e limão, sugestões de pêssego, melão, loureiro e flores silvestres. Infelizmente, tem tendência para oxidar rapidamente, perdendo a exuberância aromática inicial, obrigando a um consumo rápido.

 

 

 

 

 

➤ Alicante Bouschet

 

Nascida entre o casamento das castas Petit Bouschet e Grenache, quando vinificada, surge com firmeza, taninos e muita cor. Casta tintureira estrangeira mais portuguesa de Portugal, de origem francesa (Languedoc) capaz de proporcionar vinhos intensos de cor carregada, enraizada em terras Alentejanas, onde chegam a existir videiras com mais de 100 anos. Cada vez mais usada para tintos de Norte a Sul de Portugal, faz maravilhas quando se mistura com outras castas acrescentando aos vinhos, volume, estrutura, concentração e enorme capacidade de envelhecimento. Descritivos aromáticos: frutos silvestres, cacau, azeitona.

 

 

 

➤ Syrah

  

De entre as castas estrangeiras presentes em solo nacional, a Syrah é a variedade que melhor se adaptou ao clima rigoroso do Alentejo, ajustando-se facilmente aos calores de Verão, às infindáveis horas de insolação e à severidade das temperaturas estivais. Nos solos quentes e pobres do Alentejo, a casta Syrah presta-se regularmente a uma aproximação típica do novo mundo, consagrando frequentemente vinhos enormes na dimensão e entrega, com muita fruta, alguma pimenta, corpo avantajado e robusto, por vezes poderosos e alcoólicos, usualmente especiados. Vinhos temporões na maturação, abordáveis desde muito cedo, vinhos macios e convidativos, com elevado potencial de guarda.

 

 

 

 

 

➤ Touriga Franca

 

É a casta mais plantada na região do Douro. Desenvolve-se num ciclo vegetativo longo, proporcionando vinhos ricos em cor. Com cachos médios ou grandes, de bagos médios e arredondados, a Touriga Franca é um dos pilares estruturais dos lotes durienses, assomando de forma decisiva no Vinho do Porto e nos vinhos de mesa. Graças à forte concentração de taninos, contribui para o bom envelhecimento dos lotes onde participa. Oferece fruta farta, proporcionando vinhos de corpo denso e estrutura firme mas, simultaneamente, elegantes. Por regra os vinhos sugerem notas florais de rosas, flores silvestres, amoras e esteva, sendo regularmente associada com as castas Tinta Roriz e Touriga Nacional. 

 

 

 

 

 

➤ Aragonez

 

É a casta ibérica por excelência, uma das raras variedades a ser valorizada dos dois lados da fronteira, convivendo em Portugal sob dois apelidos, Aragonês e Tinta Roriz. É uma casta precoce, muito vigorosa e produtiva, facilmente adaptável a diferentes climas e solos. Se o vigor for controlado, oferece vinhos que concertam elegância e robustez, fruta farte e especiarias, num registo profundo e vivo. Prefere climas quentes e secos, temperados por solos arenosos ou argilo-calcários. É tendencialmente uma casta de lote, beneficiando recorrentemente da companhia das castas Touriga Nacional e Touriga Franca no Douro, bem como da Trincadeira e Alicante Bouschet no Alentejo.

 

 

 

 

 

➤ Trincadeira

 

Especialmente popular nas regiões do Alentejo e Douro, onde é designada por Tinta Amarela, é uma casta difícil, especialmente vigorosa, necessitando de refreio permanente e cuidados extremos no controle da produção. Os rendimentos são, por regra, elevados, mas irregulares e imponderáveis. Caracteriza-se por ter cachos médios e muito compactos, mostrando-se extremamente sensível às doenças e à podridão, encontrando-se bem adaptada ao clima seco do Alentejo e partes do Ribatejo, regiões onde frutifica exemplarmente. Os vinhos são tendencialmente florais, mais vegetais quando a maturação é deficiente, ricos em cor e acidez, ligeiramente alcoólicos e com boas condições para envelhecer bem em garrafa. No Alentejo é frequentemente emparelhada com a casta Aragonez. 

 

 


 

 

 

 

      excerto retirado do website http://www.winesofportugal.info/ 

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