HISTÓRIA, CULTURA E TRADIÇÃO

A disseminação da vinha no Alentejo, à época na antiga Lusitânia, pelos Romanos, tem mais de dois mil anos. A história dos homens confunde-se e entrelaça-se com a história da vinha e do vinho na bacia do Mediterrâneo. 



O vinho e a vinha são inseparáveis da nossa cultura civilizacional mediterrânica e contribuíram decisivamente para moldar a história e decidir a evolução económica de muitos territórios, entre os quais se distingue a freguesia de Vila de Frades, no conselho de Vidigueira.
 
Desde há 8000 anos, numa das mais belas caminhadas da história da alimentação, o vinho, cujas origens conhecidas coincidem com a região a norte do Cáucaso, na Geórgia e na Arménia, contribuiu para moldar hábitos e práticas que influenciaram a construção humana das paisagens rurais, suscitou mutações tecnológicas nas práticas culturais, e marcou presença nalgumas das mais determinantes revoluções económicas da era moderna. A disseminação da vinha no Alentejo, à época na antiga Lusitânia, pelos Romanos, tem mais de dois mil anos. A história dos homens confunde-se e entrelaça-se com a história da vinha e do vinho na bacia do Mediterrâneo. 
 
O Vinho de Talha está intimamente associado a fenómenos e práticas culturais que envolvem tradições milenares. O seu capital tecnológico, de conhecimentos, e de saberes foram transmitidos por laboriosas e sucessivas gerações de homens e mulheres responsáveis pela sua preservação e de todos os bens patrimoniais de natureza material e imaterial. O património físico e natural, associado à geologia, orografia e paisagens, o património construído, evidenciado nas adegas e construções vitivinícolas, o património tecnológico espelhado nos utensílios, apetrechos e instrumentos e o património imaterial, onde se distinguem as denominações de origem, as técnicas de condução da vinha, os processos e técnicas de vinificação, os saberes-fazeres, as festas e tradições comunitárias. Todos estas heranças patrimoniais estão inseparavelmente entrelaçadas, de forma harmoniosa, formando um mosaico intrincado de conhecimentos, tecnologias, hábitos e bens patrimoniais.
 
Desta forma, a produção do Vinho de Talha incorpora a capacidade criativa e inventiva daqueles que sujeitaram as uvas às primeiras experiências de vinificação em potes de terra, como forma de alcançar um resultado não preditivo. Os atores e intérpretes que reúnem as vontades com as habilidades e saberes necessários à produção do Vinho de Talha, e que combinam conhecimentos com capacidades experimentais produtivas e de verificação da qualidade dos seus resultados, são mestres de uma arte em que o sortilégio da imprevisibilidade espreita sempre que se abre uma talha e se derrama o fruto da vinificação.
 
O Vinho de Talha sintetiza, de forma ímpar, o relevante papel dos produtos alimentares na bacia do mediterrâneo, onde adquiriu os atributos tecnológicos, culturais e comunitários que lhe conferiram as marcas identitárias de que é portador. O entendimento e perceção do Vinho de Talha, como produto cultural, foram adquiridas de forma acelerada na sucessão de processos de transformação e de mudança tecnológica e económica que ocorreram ao longo do século XX e que determinaram a mudança de paradigma quanto ao seu consumo e definição de novos hábitos culturais.
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